Encontro planejado, mal intencionado, tem tudo pra dar errado.
Enquanto solidão, planejada ou não, é sempre ou quase sempre, desilusão.
De tentação em tentação, a gente se arrepende, ou não.
Se pudesse voltava no tempo pra não ter que te pedir perdão.
Mas como não posso, vivo agora de desilusão.
No peito arrependido a ilusão de ter perdido um amor hoje falido.
E ainda arrependida vivo de repensar a vida.
Vivo procurando, buscando, tentando, sonhando.
ando, ando, ando, e o tempo vai passando.
Obcecada com o passado, delirando, relembrando.
Batendo cabeça, esbarrando nos outros sem pedir licença.
Dei pra variar.
Chorar sem parar.
Ando errando a mão, pisando em falso, falando baixo.
Tropeçando, reclamando, suspirando.
Sou um todo sem parte.
Um eu sem mundo.
Um coração de pano rasgado, esperando ser costurado.
Com medo de não ser mais feliz.
Apertado, dolorido, angustiado.
Sozinho e machucado.
Molenga, esquecido, soterrado.
Me cobra o tempo um abraço apertado.
Me cobra o tempo que eu volte de novo para o mundo.
Novos tempos para um coração aborrecido.
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