Erravam caminhos certos em busca de um amor verdadeiro. E para ledo engano de ambos o incerto de um amor indesejado assim sentiam.
Não passou como a música, ou como o tempo. Não passou o tempo dos dois, o outro tempo passou. Envelheceu, sofreu, morreu, mas o tempo que era deles viveu.
E ano após ano esse tempo envelhecido rejuvenescia na curta memória dos amantes. Os olhares, os cheiros, os toques, os gostos, os sussurros permaneceram quase que intactos.
Envelheceu tudo o que era ligeiro e raso. Restou apenas a memória do desejo, o tempo do esquecidos, os sonhos de criança, a inocência da vida, um amor de partida.
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
sonhos esparsados em vida
Sonho com a vida acordada. Sonho com cores que nunca vi, com pessoas que nem sei se existem. Sonho com um amor que nunca vi, muito menos vivi, mas já li parecido.
Sonho em descobrir algo além de mim e do mundo, algo realmente deslumbrante e encantador. Sonho que me toquem alma, e que nesse toque eu veja um brilho por toda uma eternidade.
Tenho muitos sonhos. Sonhos de menina boba e ingênua, sonhos de mulher independente. Sonhos para além de mim, sonhos esparsados em vida. Sonhos que cabem na palma da mão, sonhos que sustentam o mundo.
Sonhos, de todas as formas e de todos os tamanhos. Para um e para todos. Para agora e para o fim da vida.
Sonho porque o sonho alimenta a alma. Dá brilho, dá força, é bonito e é de uma ingenuidade e tolerância que há tempos vêm sendo perdida.
Sonho porque sinto, sinto muito. E também porque tudo o que quero e espero precisa ter a força de um sonho, para que um dia eu dê valor a tudo o que posso e quero fazer nessa vida.
Sonho em descobrir algo além de mim e do mundo, algo realmente deslumbrante e encantador. Sonho que me toquem alma, e que nesse toque eu veja um brilho por toda uma eternidade.
Tenho muitos sonhos. Sonhos de menina boba e ingênua, sonhos de mulher independente. Sonhos para além de mim, sonhos esparsados em vida. Sonhos que cabem na palma da mão, sonhos que sustentam o mundo.
Sonhos, de todas as formas e de todos os tamanhos. Para um e para todos. Para agora e para o fim da vida.
Sonho porque o sonho alimenta a alma. Dá brilho, dá força, é bonito e é de uma ingenuidade e tolerância que há tempos vêm sendo perdida.
Sonho porque sinto, sinto muito. E também porque tudo o que quero e espero precisa ter a força de um sonho, para que um dia eu dê valor a tudo o que posso e quero fazer nessa vida.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
tipo assim, beijo tchau!
Estava lendo uns blogs agora, e me bateu uma vontade de escrever. Faz tempo que não escrevo, assim sem nada pra dizer, nem pra reclamar. Nenhum amor doido, nenhum surto de loucura, nem uma crisezinha de choro. Ando absolutamente e estranhamente estável. Mas ok, tenemos tiempo todavia para as mazelas da vida.
Nunca fui de escrever como se fala, mas super admiro as pessoas que conseguem me enfiar no meio da conversa sem que eu ao menos a conheça. Aliás essa coisa de ler post de quem eu nem conheço acontece invariavelmente comigo. Entro em um blog de alguém, que me leva para um post de fulano, e o blog do cicrano, o comentário do amigo do amigo, aí foi né?! vou tarde afora com trezentas janelas abertas. Certo que sempre vou dar uma conferida nos meus preferidos, mas que insisto em não colocá-los nos favoritos. Não porque eles não mereçam, super merecem. Mas porque sou bastante preguiçosa, admito. Pra não dizer burra. Neste caso, assumo a lusitanisse e a preguiça master, prefiro achar que é uma forma de testar minha memória, ter que digitar toda santa vez o mesmo endereço.
Vou treinar essa coisa de se escrever como fala, e também escrever sem ter nada pra dizer. E sabe o que eu mais gostei dessa porra toda? eu não preciso achar um final bonito e perfeito. Ao menos precisa ter final. Posso parar quado quiser porque cansei e tô com sono.
Tipo assim, beijo tchau!
Nunca fui de escrever como se fala, mas super admiro as pessoas que conseguem me enfiar no meio da conversa sem que eu ao menos a conheça. Aliás essa coisa de ler post de quem eu nem conheço acontece invariavelmente comigo. Entro em um blog de alguém, que me leva para um post de fulano, e o blog do cicrano, o comentário do amigo do amigo, aí foi né?! vou tarde afora com trezentas janelas abertas. Certo que sempre vou dar uma conferida nos meus preferidos, mas que insisto em não colocá-los nos favoritos. Não porque eles não mereçam, super merecem. Mas porque sou bastante preguiçosa, admito. Pra não dizer burra. Neste caso, assumo a lusitanisse e a preguiça master, prefiro achar que é uma forma de testar minha memória, ter que digitar toda santa vez o mesmo endereço.
Vou treinar essa coisa de se escrever como fala, e também escrever sem ter nada pra dizer. E sabe o que eu mais gostei dessa porra toda? eu não preciso achar um final bonito e perfeito. Ao menos precisa ter final. Posso parar quado quiser porque cansei e tô com sono.
Tipo assim, beijo tchau!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
coração de pano
Encontro ás vezes é despedida, e saudade na maioria das vezes é arrependimento.
Encontro planejado, mal intencionado, tem tudo pra dar errado.
Enquanto solidão, planejada ou não, é sempre ou quase sempre, desilusão.
De tentação em tentação, a gente se arrepende, ou não.
Se pudesse voltava no tempo pra não ter que te pedir perdão.
Mas como não posso, vivo agora de desilusão.
No peito arrependido a ilusão de ter perdido um amor hoje falido.
E ainda arrependida vivo de repensar a vida.
Vivo procurando, buscando, tentando, sonhando.
ando, ando, ando, e o tempo vai passando.
Obcecada com o passado, delirando, relembrando.
Batendo cabeça, esbarrando nos outros sem pedir licença.
Dei pra variar.
Chorar sem parar.
Ando errando a mão, pisando em falso, falando baixo.
Tropeçando, reclamando, suspirando.
Sou um todo sem parte.
Um eu sem mundo.
Um coração de pano rasgado, esperando ser costurado.
Com medo de não ser mais feliz.
Apertado, dolorido, angustiado.
Sozinho e machucado.
Molenga, esquecido, soterrado.
Me cobra o tempo um abraço apertado.
Me cobra o tempo que eu volte de novo para o mundo.
Novos tempos para um coração aborrecido.
Encontro planejado, mal intencionado, tem tudo pra dar errado.
Enquanto solidão, planejada ou não, é sempre ou quase sempre, desilusão.
De tentação em tentação, a gente se arrepende, ou não.
Se pudesse voltava no tempo pra não ter que te pedir perdão.
Mas como não posso, vivo agora de desilusão.
No peito arrependido a ilusão de ter perdido um amor hoje falido.
E ainda arrependida vivo de repensar a vida.
Vivo procurando, buscando, tentando, sonhando.
ando, ando, ando, e o tempo vai passando.
Obcecada com o passado, delirando, relembrando.
Batendo cabeça, esbarrando nos outros sem pedir licença.
Dei pra variar.
Chorar sem parar.
Ando errando a mão, pisando em falso, falando baixo.
Tropeçando, reclamando, suspirando.
Sou um todo sem parte.
Um eu sem mundo.
Um coração de pano rasgado, esperando ser costurado.
Com medo de não ser mais feliz.
Apertado, dolorido, angustiado.
Sozinho e machucado.
Molenga, esquecido, soterrado.
Me cobra o tempo um abraço apertado.
Me cobra o tempo que eu volte de novo para o mundo.
Novos tempos para um coração aborrecido.
terça-feira, 30 de junho de 2009
quase
A gente peca nos detalhes.
Num sim desajeitado,
num sorriso envergonhado,
nos olhos arregalados.
A gente peca no sotaque.
Na língua maior que a boca,
no coração despedaçado,
no sumiço dos abraços.
A gente falha nos pormenores.
Na angústia,
na tristeza,
na ansiedade vazia do querer.
A gente quer sempre mais.
A gente tem vontade de tudo e de nada,
quase que ao mesmo tempo.
A gente tem quase tudo,
mas tudo também é quase.
E quase tudo é quase quase nada.
Então a gente não tem nada,
mas quer tudo ao mesmo tempo.
Quase que a gente é vazio de tanto querer.
Quase, apenas pelos detalhes.
Então, quase pecamos.
Quase
Num sim desajeitado,
num sorriso envergonhado,
nos olhos arregalados.
A gente peca no sotaque.
Na língua maior que a boca,
no coração despedaçado,
no sumiço dos abraços.
A gente falha nos pormenores.
Na angústia,
na tristeza,
na ansiedade vazia do querer.
A gente quer sempre mais.
A gente tem vontade de tudo e de nada,
quase que ao mesmo tempo.
A gente tem quase tudo,
mas tudo também é quase.
E quase tudo é quase quase nada.
Então a gente não tem nada,
mas quer tudo ao mesmo tempo.
Quase que a gente é vazio de tanto querer.
Quase, apenas pelos detalhes.
Então, quase pecamos.
Quase
Meu bloco na rua
Os olhos de desprezo não sabiam mentir tamanha decepção.
A boca fria, o sangue quente.
Uma tontura, um tremor.
Nó na garganta,
olhos saltados,
punhos cerrados.
Cogitei te xingar,
Quase sentei e chorei.
Pensei em dar o troco,
mas nada disso eu fiz.
Botei meu vestido mais rodado,
e meu mais belo salto alto.
Passei meu melhor perfume,
teu batom preferido,
e fui para o teu lugar favorito.
Você ficou no meio da roda,
no meio do samba.
Perdido nas voltas da minha saia.
De olho nas minhas pernas.
Olhando meu sorriso,
sem a marca do meu batom.
Sentindo de longe o cheiro do meu perfume.
Mas esqueceu-se de reparar em meus olhos.
Não viu que eu encenava.
Não viu o quão triste eu estava.
Eu dei risada,
dancei até as pernas ficarem bambas,
e depois saí de fininho.
Você ficou...
Ficou contando vantagem.
Catando migalhas.
Pedindo desculpas.
Você ficou,
eu também fiquei.
Você ficou com a mentira,
eu fiquei só com a ilusão.
A boca fria, o sangue quente.
Uma tontura, um tremor.
Nó na garganta,
olhos saltados,
punhos cerrados.
Cogitei te xingar,
Quase sentei e chorei.
Pensei em dar o troco,
mas nada disso eu fiz.
Botei meu vestido mais rodado,
e meu mais belo salto alto.
Passei meu melhor perfume,
teu batom preferido,
e fui para o teu lugar favorito.
Você ficou no meio da roda,
no meio do samba.
Perdido nas voltas da minha saia.
De olho nas minhas pernas.
Olhando meu sorriso,
sem a marca do meu batom.
Sentindo de longe o cheiro do meu perfume.
Mas esqueceu-se de reparar em meus olhos.
Não viu que eu encenava.
Não viu o quão triste eu estava.
Eu dei risada,
dancei até as pernas ficarem bambas,
e depois saí de fininho.
Você ficou...
Ficou contando vantagem.
Catando migalhas.
Pedindo desculpas.
Você ficou,
eu também fiquei.
Você ficou com a mentira,
eu fiquei só com a ilusão.
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