Erravam caminhos certos em busca de um amor verdadeiro. E para ledo engano de ambos o incerto de um amor indesejado assim sentiam.
Não passou como a música, ou como o tempo. Não passou o tempo dos dois, o outro tempo passou. Envelheceu, sofreu, morreu, mas o tempo que era deles viveu.
E ano após ano esse tempo envelhecido rejuvenescia na curta memória dos amantes. Os olhares, os cheiros, os toques, os gostos, os sussurros permaneceram quase que intactos.
Envelheceu tudo o que era ligeiro e raso. Restou apenas a memória do desejo, o tempo do esquecidos, os sonhos de criança, a inocência da vida, um amor de partida.
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