A gente peca nos detalhes.
Num sim desajeitado,
num sorriso envergonhado,
nos olhos arregalados.
A gente peca no sotaque.
Na língua maior que a boca,
no coração despedaçado,
no sumiço dos abraços.
A gente falha nos pormenores.
Na angústia,
na tristeza,
na ansiedade vazia do querer.
A gente quer sempre mais.
A gente tem vontade de tudo e de nada,
quase que ao mesmo tempo.
A gente tem quase tudo,
mas tudo também é quase.
E quase tudo é quase quase nada.
Então a gente não tem nada,
mas quer tudo ao mesmo tempo.
Quase que a gente é vazio de tanto querer.
Quase, apenas pelos detalhes.
Então, quase pecamos.
Quase
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Um comentário:
"A gente tem quase tudo,
mas tudo também é quase.
E quase tudo é quase quase nada."
clap, clap, clap. Perfeito.
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